quarta-feira, 28 de setembro de 2016

NOTÍCIAS DO DIÁRIO DE PERNAMBUCO



Medo Rebelião na Colônia Penal Feminina após suspeita de surto de meningite Uma detenta de 22 anos morreu no domingo e outra grávida, de 21 anos, está internada desde segunda-feira


Por: Diario de Pernambuco


Publicado em: 28/09/2016 12:03 Atualizado em: 28/09/2016 14:37
    

Um princípio de rebelião foi registrado, no final da manhã desta quarta-feira na à Colônia Penal Feminina do Recife, no Engenho do Meio, no Recife. O motim teria sido realizada pelas detentas para exigir providências diante de um privável surto de meningite na unidade prisional. O clima é tenso no local. Muitas mães aguardam, aflitas, em frente ao prédio, onde é possível escutar o som de disparos de balas de borracha.

No domingo passado, uma detenta de 22 anos morreu por meningite meningocócica. Outra presa, de 2 anos, que está grávida, estaria internada no Hospital Correia Picanço desde segunda-feira, com alto grau de contágio. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários de Pernambuco nesta terça-feira.

No início da tarde, o promotor de execuções penais, Marcellus Ugiette, visitou o local com a intenção de certificar se estariam sendo tomadas medidas sanitárias necessárias. O secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Pedro Eurico, deve se pronunciar sobre o caso ainda esta tarde.

De acordo com o presidente do sindicato, João Carvalho, a profilaxia adequada não está sendo feita. "O Estado esconde que a presa morrreu. E a outra foi internada com meningite bacteriana de alto contágio. Inclusive, a saúde não deu os remédios para os agentes penitenciários que fizeram a escolta e eles podem, assim, contagiar os familiares", disparou o sindicalista.

A primeira morte foi registrada após a detenta ter sido levada, no último domingo, ao Hospital Correia Picanço, na Tamarineira. Nessa segunda, a outra detenta foi encaminhada ao Hospital Barão de Lucena e, em seguida, transferida para o Correia Picanço.

"Depois da denúncia feita, a Secretaria de Saúde entregou para a Secretaria de Ressocialização 150 comprimidos de dosagem única de Cipro, mas o infectologista disse que a profilaxia deveria ter começado no domingo e com rifampicina. O Cipro, segundo ele, não é o indicado", destacou João Carvalho.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que o caso é de responsabilidade da Saúde do Recife, que, por sua vez, adiantou que estava acompanhando os casos e que tanto as companheiras de cela quanto os trabalhadores tomaram o medicamento adequado.


FONTE:

http://www.diariodepernambuco.com.br/

Nenhum comentário:

Postar um comentário